“…Mas, sempre chega a hora do adeus. Pra tudo há-se uma despedida, carinhosa ou brusca, mas o adeus vem. Vem com lágrimas nos olhos, de uma saudade que ainda nem teve a chance de nascer, mas ainda sim chora com força. De uma falta, um vazio, de algo que ainda está do seu lado, ou em você. As despedidas vêm, mesmo sem querermos, mesmo sem chance de evitarmos. A necessidade gera a causa, e tudo muda. Muda demais. Muda mais do que se pode acompanhar só com os olhos… E com a minha vida não seria diferente. Cansei. Parei de me importar com o que não me constrói o riso, com o que não me torna menos triste. Deixei a minha vida cair, junto com as lâminas que correram por meus pulsos. Abracei minha culpa com a covardia de um suicídio, uma saída de emergência para meus assombros. Morri, por não poder mais viver. Morri, por chegar ao final do túnel tantas vezes, e não encontrar nada além de escuridão devorando escuridão, eclipsando qualquer esperança que eu tinha em mim. Me lancei do penhasco, deixei tudo para trás. Antes de minhas vistas se ofuscarem, eu pude ver a vida alvorecendo dentro de mim. Não por estar à margem da morte, mas por enfim me libertar do que devia ser minha vida.
“Como posso ser tão estupida e egoísta em te querer só pra mim ? Em pensar que você poderia ser somente meu, que poderia ser tocado só por mim ? Sou tola.. admito. Sou burra por ter acreditado tanto nessa ilusão de palavras. Fui tonta o suficiente por ter colocado fé aonde nem se quer havia amor, sou completamente trouxa, sou e fui, porque apesar de tudo que já passei.. continuo aqui persistindo nesse amor que jamais voltará.
“[…] Eu sempre irei estar aqui quando todo o resto desaparecer, sempre estarei aqui pra fazer sua comida, passar a sua roupa, acordar com um delicioso café na cama, sempre vai ser eu que vou usar seus moletons mega grandes e dizer que ficaram bem em mim, sempre vai ser eu que vai te abraçar quando você estiver mal, chateado, magoado. Vai ser eu que vou te amar, hoje, amanhã e todos os outros dias do ano. Vai ser eu, apenas eu. E mais ninguém.
“Por situações como essa, eu o amava. E o amo ainda, quem sabe mesmo agora, quem sabe mesmo sem saber direito o significado exato dessa palavra seca – amor. Se não o tempo todo, pelo menos quando lembro de momentos assim. Infelizmente, raros.
“Ao sorrir, escondendo pra mim minha vontade de chorar, eu não estava apenas omitindo minha infelicidade. Com aquele sorriso falso e convincente, eu estava implodindo tudo dentro de mim, estava destruído por trás de toda aquela felicidade de faixada, quem me via passar, jamais perceberia que dentro de alguém como eu poderia haver tempestades. Mas, eu só queria evitar explicações pra curiosos, e preocupações pra quem se importa. Afinal, ninguém merece me ouvir gritar, por isso eu me calo, sento no escuro do meu quarto, e choro só pra mim. Talvez o meu sorriso faça com que alguém sorria, e mesmo que não haja esse alguém, a tristeza pelas ruas é só mais uma doença que se alastra fácil e contagia.
“Sinto saudades de tudo que marcou a minha vida. Quando vejo retratos, quando sinto cheiros, quando escuto uma voz, quando me lembro do passado, eu sinto saudades. Sinto saudades de amigos que nunca mais vi, de pessoas com quem não mais falei ou cruzei. Sinto saudades da minha infância, do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro, do penúltimo e daqueles que ainda vou ter. Sinto saudades das coisas que vivi e das que deixei passar.
Eu preciso de carinho.
(Source: bonequinha-de-lixo)
“Eu gosto de te acompanhar, fazer as mesmas coisas que você faz. Tentar assistir teus filmes e seriados preferidos, só pra ter o que falar com você. Gosto de me viciar nas redes sociais que você também se vicia e ouvir as músicas que você gosta. Sei lá, só pra te sentir um pouco mais perto.